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Biologia da Conservação

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A Biologia da Conservação é uma matéria multidisciplinar que serve de acessório às tomadas de decisões cruciais de governos, empresas e o público em geral quando o tema é a biodiversidade.

Foi idealizada e criada para preencher a lacuna entre biólogos ecologistas e manejadores de recursos e desenvolvida para combater a crise da biodiversidade, com dois objetivos principais:

I) Entender os efeitos da atividade humana sobre as espécies, comunidades e ecossistemas;
II) Desenvolver abordagens práticas para prevenir a extinção de espécies e, se possível, reintegrar as espécies ameaçadas ao seu ecossistema funcional.

Fazendo uso de recursos em ciências naturais e sociais, realiza estudos científicos da biodiversidade do planeta, projetando e promovendo ações de conservação com o objetivo de proteger espécies, habitats e ecossistemas da extinção.

Os estudos podem ser referentes a uma única espécie, a um grupo taxonômico, ecossistema ou região. Podem ser ainda de avaliação de políticas públicas de conservação, planejamento sistemático para conservação, modelagem de cenários de conservação ou avaliação do status de conservação de espécies da fauna e flora.

A Biologia da Conservação não pretende criar leis e muito menos unidade de medida para a diversidade, ou normas para conservação, e sim discutir formas de proteger áreas com alta diversidade, e também de recuperar espécies que se encontram vulneráveis a extinção. Como grande parte das ameaças à biodiversidade tem origem na pressão exercida pelo desenvolvimento das civilizações, a Biologia da Conservação se apropria dos conhecimentos de outras áreas e não somente da Biologia.

Biólogos da conservação pesquisam e educam sobre os diversos processos que ameaçam a biodiversidade, usando os sete princípios básicos da Biologia da Conservação (Primack e Rodrigues, 2001):

(I) Toda espécie tem o direito de existir, pois são frutos de uma história evolutiva e são adaptadas;
(II) Todas as espécies são interdependentes, pois estas interagem de modo complexo no mundo natural, e a perda de uma espécie leva a consequente influência sobre as demais;
(III) Os humanos vivem dentro das mesmas limitações que as demais espécies, que são restritas a um desenvolvimento, em razão a capacidade do meio ambiente, e a espécie humana deveria seguir esta regra, para não prejudicar a sua e as outras espécies;
(IV) A sociedade tem responsabilidade de proteger a Terra, devendo usar os recursos de modo a não esgotá-los para as próximas gerações;
(V) O respeito pela diversidade humana é compatível com o respeito pela diversidade biológica, pois como apreciamos a diversidade cultural humana deveríamos apreciar a diversidade biológica;
(VI) A natureza tem um valor estético e espiritual que transcende o seu valor econômico, e isto deve ser mantido independente de qualquer coisa;
(VII) A diversidade biológica é necessária para determinar a origem da vida, espécies que vão se extinguindo poderiam ser importantes nas pesquisas sobre a origem da vida.

Além destes princípios, a Biologia da Conservação adota três principais diretrizes (Groom, Meffe & Carroll 2006):

(I) A evolução é o axioma básico que unifica toda a biologia (papel evolutivo);
(II) o mundo ecológico é dinâmico e comumente não está em equilíbrio (O teatro ecológico, ou o contexto ecológico);
(III) a presença humana deve ser incluída no planejamento da conservação (humanos são parte do jogo).

Nós do Instituto Queimada Grande reconhecemos a importância desta forma de pensar e fazer ciência, e traçamos todos os nossos objetivos de acordo com os princípios e diretrizes da Biologia da Conservação.

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