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A ILHA

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Queimada Grande:

É uma pequena e solitária ilha localizada no litoral sul do Estado de São Paulo, a 40 milhas a sudoeste da barra de Santos, coberta por uma vegetação típica de Mata Atlântica e cercada em quase todos os lados por rochas que servem de abrigo para várias espécies de aves marítimas. Não existem praias, o mar normalmente é revolto e as águas são profundas em suas redondezas. Essas características e as dificuldades naturais de desembarque, mantém a ilha isolada, tendo sempre como visitantes os pesquisadores devidamente autorizados que buscam estudar seu ecossistema.

A ilha que é de propriedade da Marinha do Brasil é um modesto bloco de granito com área de 430mil m² e 1,5m de extensão, sendo que sua maior dimensão é de 1430m na linha Norte – Sul e 500m em seu diâmetro maior, no sentido Leste - Oeste. Esta enorme rocha formada por gneiss cheia de enormes escarpas está situada na costa brasileira a 30 km de Itanhaém, cidade do litoral sul do estado de São Paulo tendo latitude 24º 28’ S e longitude 46º 40’ W.

Pouco estudada, possui um farol instalado, hoje automatizado, que no passado era controlado por faroleiros e marinheiros que ali habitavam, mas que se viram obrigados a desocupá-la devido às más condições de sobrevivência e a presença da Bothrops insularis, que constantemente os ameaçava assim como os seus animais.

Assim, a Ilha de Queimada Grande (IQG) é alvo de inúmeros estudos científicos por ser uma Reserva Biológica (RBio) e o único reduto da Bothrops insularis.

A IQG é uma Unidade de Conservação Federal, criada pelo Decreto nº 91.887 de 05/11/1985, fazendo parte da ARIE – Área de Relevante Interesse Ecológico das Ilhas Queimada Grande e Queimada Pequena, sendo tombada como Patrimônio Natural pelo Condephaat junto a Serra do Mar (Resolução nº 40/85), além de integrar a Zona Núcleo da Reserva Biosfera da Mata Atlântica que foi decretada pela United Nations Educational, Scientific an Cultural Organization (UNESCO) em 1991.

Proveniente do desdobramento da Serra do Mar, é recoberta por vegetação de Mata Atlântica, sendo a maior parte do território coberta por formações florestais do tipo Floresta Ombrófila Densa, com a presença de um dossel que raramente ultrapassa os 10m de altura, possuindo algumas áreas de gramíneas alteradas pela presença antrópica.

Em tempos passados é provável que a ilha tenha sido visitada por piratas e navegantes, como a tripulação de Martim Afonso de Souza que por volta de 1531, incendiou a ilha pela primeira vez, sendo esse um dos primeiros registros de depredação da área.

No início do século XX ocorreu a ocupação humana devido à construção do farol e como conseqüência, o desmatamento, as queimadas e os plantios realizados pelos marinheiros e faroleiros que ali residiram.

O nome “Queimada Grande” tem origem no fogo e na fumaça que ocorrem nas áreas de vegetação, principalmente as de capim seco que, associadas ao calor e aos raios solares que atingem a ilha, são responsáveis, desde os tempos remotos, por queimadas naturais e propositais. A ação antrópica também é destacada como responsável por essas queimadas, conforme trecho de Duarte (1999):

“... e os homens da Marinha, que fazem esse serviço, geralmente por precaução e por medo das jararacas, com muita razão põem fogo no capinzal...”

Apesar da desocupação humana, em algumas áreas ainda permanecem vestígios humanos como: farol, painel solar, baterias, lâmpadas, eclipsores, duas cisternas de águas pluviais, bananal na região costeira ao sul da ilha e alicerces da casa dos faroleiros.

Queimada Grande não possui nascente de água potável ou córrego permanente. A ilha é um local ermo cuja monotonia é entrecortada pelos bandos de mergulhões e gaivotas.

Esta pequena e solitária ilha é o maior serpentário natural do mundo, sendo um verdadeiro laboratório herpetológico. Ela abriga uma abundante e totalmente confinada população de jararaca-ilhôa, onde podem existir milhares de exemplares. Para se ter uma idéia da grande quantidade dessa serpente, em apenas um dia podem ser encontradas de 40 a 60 indivíduos.

Desta forma, a conservação da fauna e flora insular é de suma importância tendo em vista a sua singularidade ambiental.

(AMARAL, 1918; AMARAL, 1920; AMARAL, 1977; CAMPOS & MELLO FILHO, 1966; DUARTE, 1999; MARQUES et al., 2002; CAMPBELL & LAMAR 2004; LUCAS, 2005; RODRIGUES, 2005; BUONONATO, 2007; BUONONATO, 2011; ICMBio, 2011).

 

O farol:

FAROLO farol existente na ilha é de quarta classe e foi construído pela Marinha do Brasil. Em tempos mais recentes abrigava alguns faroleiros e funcionários da Marinha Brasileira, que eram obrigados a captar águas pluviais para suas necessidades, pois não há fontes de água doce e a chuva é fundamental para o prolongamento da vida insular. A desocupação ocorreu na década de 1940, mesmo período da automatização do farol. Atualmente os únicos visitantes periódicos são a equipe de manutenção do farol, que visita a ilha a cada três meses, alguns pescadores desavisados e os pesquisadores das mais variadas instituições, como O Instituto Butantan que fazem visitas à ilha desde 1961 com a frequência necessária para o desenvolvimento de pesquisas herpetológicas, geológicas, botânicas, dentre outras.

(AMARAL, 1918; CAMPOS & MELLO FILHO, 1966; BUONONATO, 2007)

IQG

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